Trânsito: o que depende de nós

03/06/2014
Trânsito: o que depende de nós

 

Artigo: Trânsito: o que depende de nós

Outro fator é o da legislação, que também procura encontrar uma resposta apropriada. Em vigor há poucas semanas, o aumento no valor das multas ainda é recebido com certo estranhamento – como se o exagero estivesse no valor, não no próprio ato de dirigir em estado de embriaguez. As leis atuais não respondem aos crimes que são cometidos em nossas estradas.

Quanto à fiscalização, o efetivo das polícias rodoviárias faz o que pode diante do imenso território brasileiro. A estrutura das corporações é inferior às demandas existentes. O ato de fiscalizar diminui acidentes, mas é necessário que isso se transforme em rotina, consolidando a presença policial nas estradas.

O quarto fator – e mais importante – é a cultura. Isso tem a ver com consciência e responsabilidade individual, independente de governos, instituições ou terceiros. O que costumamos ver, lamentavelmente, é um comportamento desequilibrado ao volante, inclusive de cidadãos que no cotidiano se portam de outro modo. Parece que um instinto nervoso, grosseiro e violento toma a condução.

Se ainda carecemos de campanhas mais permanentes e eficientes no incentivo à direção responsável, é certo que uma nova postura dependerá sempre da adesão de cada motorista. No lugar de analisar estatísticas, talvez devamos pensar mais em nossas famílias ou nos muitos amigos que já perdemos nesta guerra. Sim, isso também pode acontecer conosco! Portanto, é preciso reagir social e individualmente – estrutural e culturalmente – rumo a um trânsito mais seguro e humano.

Beto Albuquerque

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