Sentimento de impunidade mata no trânsito

04/06/2014
Sentimento de impunidade mata no trânsito

Artigo: Sentimento de impunidade mata no trânsito

 

Os graves acidentes registrados nos últimos dias nos tornam ainda mais responsáveis pela busca urgente de soluções para a carnificina nas estradas. Não é mais possível assistirmos de braços cruzados famílias inteiras sendo dizimadas, na maioria dos casos pela imprudência dos que insistem em beber e dirigir, correm feito loucos, ultrapassam em qualquer lugar e se lixam para as leis de trânsito.

É preciso haver metas de redução de mortes e de feridos no trânsito. E isso só poderá ocorrer com uma fiscalização enérgica. Tenho como prioridade para 2010 aprovar na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 5.525/2009, de minha autoria, que cria o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito.

O texto é uma ferramenta para institucionalizar uma rotina permanente de blitz e abordagens para fiscalizar a conduta dos motoristas frente a suas obrigações. Até setembro de cada ano devem ser estabelecidas as metas do ano seguinte, levando em conta as mortes e lesões do ano em curso.

Ao longo do ano, a exemplo de países europeus, 30% da frota de veículos em cada Estado e no Distrito Federal têm que ser abordada para verificar documentação do carro e carteira nacional de habilitação, itens de segurança do veículo e submeter o motorista a teste de alcoolemia em aparelhos homologados pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), mesmo sem haver suspeita de influência de álcool no condutor.

Temos que acabar com o sentimento de impunidade. As pessoas quando ligam o carro precisam estar cientes de que podem ser abordadas a qualquer momento e em qualquer lugar. Muitos são os condutores que se lixam para as leis no trânsito, cometem infrações e reclamam quando são multados. Lei boa e eficaz é aquela que é fiscalizada e por isso respeitada!

Em todo o Brasil esta triste estatística só poderá ser alterada de uma forma: com o cumprimento da lei. Assim como o uso do cinto de segurança tornou-se hábito, dirigir sem beber deve entrar na lista de nossos bons costumes. E o início de um novo ano é o melhor momento para essa mudança.

Beto Albuquerque

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