Hugo defende criação de Agência de Segurança Viária

02/06/2017
Hugo defende criação de Agência de Segurança Viária

Em entrevista ao programa Com a Palavra, da Rádio Câmara, o deputado federal Hugo Leal defendeu que o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), seja transformado em agência de segurança viária, com a criação de uma política pública de redução de mortes. "Nós precisamos entender que estamos enfrentando uma situação de calamidade, de epidemia. Para isso, é preciso mais do que um órgão de quarto escalão do Ministério das Cidades. Precisamos de uma agência que seja capaz de dialogar com os ministérios para formular uma política de segurança viária envolvendo a saúde, a previdência, a justiça", argumentou Hugo Leal, autor da Lei Seca e presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro.

De acordo com estudo do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), da Escola Nacional de Seguros, estima que, só no ano passado, o prejuízo com a violência no trânsito foi de R$ 146,8 bilhões, ou 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2016, foram 33.347 mortes e 28.032 de casos de invalidez permanente — ainda assim, uma queda de 32,35% em relação a 2015, quando foram registrados 42.501 mortes e 57.798 casos de invalidez permanente, um custo estimado de R$ 217,11 bilhões, ou 3,7% do PIB.

Para o parlamentar do PSB, é necessário o estabelecimento de metas de redução de mortes no trânsito, sem as quais estados e municípios ficariam impedidos de receber os recursos das multas. "Muitas prefeituras querem arrecadar com multas mas esquecem de promover ações para reduzir os acidentes e as vítimas do trânsito. Fico chocado com a pouca atenção que os governos dão à segurança viária", desabafou o deputado Hugo Leal.

Os apresentadores do Com a Palavra, Elisabel Ferriche e Lincoln Macário, lembraram que dificilmente o Brasil vai conseguir alcançar a meta estabelecida pela ONU para a Década Mundial de Segurança Viária (2011/2020), de reduzir pela metade o número de mortes no trânsito. No país, nesta década, o índice de mortes subiu de 19 (por 100 mil habitantes) para 23. "Nós temos um bom Código de Trânsito, moderno, mas não basta a lei para diminuir o índice de acidentes. É preciso uma política pública integrada, interministerial e com alcance nacional para enfrentarmos essa epidemia", afirmou o autor da Lei Seca.

Ouça a entrevista AQUI.

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