Por um trânsito mais seguro

Por um trânsito mais seguro

As Paralimpíadas chegam ao fim neste domingo, mostrando ao mundo a superação de atletas que ficaram com sequelas após graves acidentes. Cerca de dois em cada dez esportistas que disputaram os Jogos foram vítimas da violência no trânsito que atinge meio milhão de pessoas todos os anos. Para tentar frear o número de mortos e feridos nas vias e rodovias do país, terá início no mesmo dia do encerramento das competições a Semana Nacional do Trânsito, que este ano traz como tema “Eu sou + 1 por um trânsito mais seguro".

Até dia 25, serão feitas blitzes educativas nas estradas, gincanas e palestras em escolas para convidar a sociedade a refletir sobre os perigos no trânsito.

A campanha pretende conscientizar motoristas da responsabilidade na direção dos veículos. A intenção é mostrar que se cada um fizer a sua parte, respeitando o direito do outro, teremos um trânsito mais seguro para todos os brasileiros. Afinal, o trânsito é feito por pedestres, motoristas, ciclistas, motociclistas, profissionais e passageiros. Segundo o Ministério da Saúde, em 2014, 43.785 pessoas morreram em acidentes de trânsito. Em 90% dos casos, as mortes foram provocadas por falha humana.

A ideia é mobilizar a população e fomentar boas práticas no trânsito como o uso correto do cinto de segurança no banco da frente e no de trás, não falar ao celular ou enviar mensagens enquanto dirige e não ingerir álcool antes de assumir o volante.

Hoje somos o país com maior número de mortes de trânsito por habitante da América do Sul e para o deputado federal e presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro, Hugo Leal (PSB-RJ), a semana de conscientização é fundamental para reverter o cenário atual, que é de uma verdadeira epidemia.

Apesar do quadro alarmante, o Brasil tem sinalizado que está no caminho certo. “Esse é um problema grave que precisa ser enfrentado por todas as esferas de governo com muita seriedade. A Lei Seca foi uma das ações mais importantes para salvar vidas. Mas é preciso que seja ampliada e fiscalizada para mudar essa triste realidade que causa dor às famílias, mas que também gera enormes gastos públicos ao país”, defende o deputado. Segundo o Ministério da Saúde, 60% dos leitos hospitalares são ocupados por feridos no trânsito, a maioria motociclistas com idades entre 18 e 34 anos.

Criada em 2008, a Lei 11.705, de autoria do deputado Hugo Leal, alterou o Código de Trânsito Brasileiro ao reduzir a zero a tolerância na ingestão de álcool ao volante e configurar o crime apenas com o exame de sangue ou etilômetro. No Rio de Janeiro, onde as operações da Lei Seca têm servido de inspiração para outros 20 estados brasileiros e até países da Europa e da América Latina, os resultados revelam que, em oito anos, caiu pela metade a quantidade de mortes causadas por motoristas alcoolizados.

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