OMS alerta sobre uso de drogas por motoristas nas estradas

OMS alerta sobre uso de drogas por motoristas nas estradas
O uso de substâncias psicoativas afeta o funcionamento do cérebro e leva motoristas a dirigirem em estado de embriaguez. O consumo de drogas ilícitas também eleva os riscos de acidentes de trânsito, aumentando o número de mortos e feridos. As conclusões foram apontadas no mais recente estudo “O uso de drogas e a segurança rodoviária” divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A pesquisa revela uma preocupação crescente em vários países do mundo quanto ao consumo de substâncias psicoativas por condutores e mostra que, assim como dirigir sob efeito de álcool, as drogas também representam um grave fator de risco no trânsito.

O documento descreve o impacto do consumo de drogas como cocaína, heroína, maconha e substâncias sintéticas, como ecstasy, e até antidepressivos, na segurança rodoviária e sugere o que pode ser feito para reduzir os acidentes com feridos e mortos nas rodovias.

Segundo a OMS, as substâncias atrasam o tempo de reação dos motoristas na direção, reduzindo a atenção e a coordenação motora. O relatório revela ainda que a prevalência de qualquer droga psicoativa entre os motoristas varia de 3,9% a 20%. O risco de um acidente com mortes é cinco vezes maior por motoristas que utilizam anfetaminas.

Em 2013, o uso de drogas ilícitas provocou 39.600 mortes em acidentes no trânsito em todo o mundo. Metade deles causado pela ingestão de anfetaminas. Para tentar frear as estatísticas, a OMS recomenda a combinação de quatro ações capazes de mudar o comportamento de motoristas: criação de leis com tolerância zero de drogas no organismo, como a Lei Seca do Brasil, de autoria do deputado federal Hugo Leal, aplicação de testes nas estradas ou nas emergências médicas (drogômetro), campanhas educativas e tratamento dos usuários.

Por último, a OMS sugere a implementação de uma gestão integrada de políticas e programas por diferentes agentes públicos, das áreas de transporte, polícia, saúde e educação para combater o uso de drogas no trânsito.
 

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