Lei Seca evita perda de produção de mais de R$ 10 bilhões

Lei Seca evita perda de produção de mais de R$ 10 bilhões

A violência no trânsito brasileiro poderia ter matado cerca de 6 mil pessoas a mais em 2016, o que representaria uma perda econômica adicional de R$ 10 bilhões, caso não existisse a Lei Seca. O valor corresponde ao que deixaria de ser gerado pelo trabalho das vítimas fatais de acidentes.

O cálculo é do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), da Escola Nacional de Seguros, que acaba de lançar o inédito estudo “O impacto da Lei Seca nas perdas de vidas e produção”. Os resultados da pesquisa foram apresentados pelo diretor e pela coordenadora do Centro, Claudio Contador e Natália Oliveira, na última quarta-feira, 16, no XV Rio de Transportes. O evento aconteceu no Rio de Janeiro (RJ) e teve organização da Coppe/UFRJ.

“Se não fosse a Lei Seca, a violência no trânsito teria produzido um impacto econômico muito maior”, explicou Contador.

Implementada em 2008, a Lei passou por alterações em 2011, que tornaram as punições mais rigorosas. Para o diretor do CPES, as políticas públicas e a fiscalização têm grande impacto na redução de acidentes. “Prova disso é que a Lei Seca já evitou 15,8 mil mortes. Está comprovado que a punição mais severa tem impacto maior”.

Para Natália Oliveira, o maior problema do trânsito brasileiro é a falta de fiscalização. No evento, ela afirmou que a transgressão das leis afeta todas as classes sociais e que o cumprimento de regras só funciona mediante punições. “Trata-se de uma questão de exemplos, de cidadania. As pessoas não têm medo de morrer, mas têm medo de pagar”.
 
Fonte: Escola Nacional de Seguro

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  • Avatar de Alexandre Basileis
    por Alexandre Basileis dia 18/02/14 às 15:30

    Já venho com esse pensamento a muito tempo e já ensinava os meus alunos a interpretar ações defensivas e não meramente memorizar uma placa pra saber se é uma curva acentuada ou não.

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    • Avatar de Alexandre Basileis
      resposta de Aguiar Lima dia 19/02/14 às 09:58

      Olá Alexandre Basileis, concordo plenamente com você eu tenho que temos que mostrar ao aluno que não adianta decorar para ser aprovado mas que ele deve pensar nas implicações que seus atos podem causar ao Trânsito e as pessoas.Temos que incentivar sempre com ações inovadoras a busca do conhecimento e o aperfeiçoamento do conhecimento. Tenho certeza que a mudança na prova será de grande valia para o aluno e principalmente para o Trânsito mais seguro.

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