Campanha incentiva uso do cinto de segurança no banco de trás

Campanha incentiva uso do cinto de segurança no banco de trás

Campanha incentiva uso do cinto de segurança no banco de trás

Uso de cinto reduz em 75% morte de quem senta no banco de trás.
Campanha quer incentivar uso do cinto de segurança.

Fonte: Jornal de Hoje / TV Globo

Começa hoje a campanha ‘Carnaval sem trauma’. A ideia é fazer todo mundo usar o cinto de segurança nas estradas. A campanha é da Sociedade Brasileira de Ortopedia. O cinto de segurança no banco de trás pode reduzir em 75% o risco de o passageiro morrer.

O uso do cinto é obrigatório para todo mundo, para quem senta na frente ou atrás do carro. Mas, a equipe do Jornal Hoje flagrou muita gente sem ele, inclusive crianças A Polícia Rodoviária Federal multou 232 mil motoristas no ano passado porque ou eles ou os caronas estavam sem cinto.

O gerente de posto, Itamar Ferreira, confessa que costuma se esquecer. “Já levei cutucada de guarda já fui multado por estar sem o cinto, duas, três vezes”, conta.

Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, o uso do cinto de segurança no banco da frente pode reduzir em 45% o risco de mortes em acidentes de trânsito. Já no banco de trás, essa redução é bem maior e pode chegar a 75%.

A maioria dos motoristas sabe da importância do equipamento para a segurança.  Mas, os passageiros nem sempre têm essa consciência.

“Mas muitas vezes o passageiro entra no banco de trás e não se preocupa em colocar o cinto. O motorista não faz o alerta de que ele deve utilizar o cinto de segurança. Esse equipamento que tem uma importância fundamental”, orienta o inspetor Aristides Júnior.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Ortopedia, 92% dos passageiros não usam o cinto.
“Em cada mil pessoas que morrem, em torno de 50, estão envolvidas diretamente ao não uso do cinto de segurança”, fala o ortopedista Wagner Nogueira.

Por isso, agora no carnaval, os médicos estão nas ruas para conscientizar sobre o perigo. No interior de São Paulo, os testes de segurança mostram a importância do uso do equipamento.

Em uma batida a 50 km/h, a criança no banco de trás sem o cinto vai parar na frente do veículo. A simulação feita no laboratório da Unicamp mostra ainda o que aconteceria se o passageiro estivesse deitado. Assista ao vídeo.

Um estudo feito pela Artesp, agência que regula os transportes em São Paulo, mostra que quase 70% dos passageiros de bancos traseiros, que morreram em acidentes nas rodovias do estado, entre 2012 e 2014 estavam sem cintos.  A pesquisa aponta ainda que mais da metade das pessoas que viajam atrás não usam a proteção.

O professor de engenharia da Unicamp, Celso Arruda, alerta sobre os riscos para os adultos. Porque quanto maior o passageiro, maior também e o impacto no caso de uma batida sem a proteção.

“Com uma criança nos chegamos a uns 300 kg de impacto. Se fosse um adulto para mesma velocidade chegaria a uma tonelada”.

Se o passageiro for flagrado sem cinto, a multa vai para o motorista do carro. O valor é R$ 127.

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