Aumento do número de mortes de motociclistas preocupa

Aumento do número de mortes de motociclistas preocupa

Recente estudo sobre mortalidade no trânsito brasileiro mostra que, em 2014, o país registrou 44.471 óbitos decorrentes de acidentes viários - 37% das vítimas eram motociclistas ou passageiros de motos, hoje o grupo de maior risco. "É um número alarmante e é preciso a mobilização da sociedade para reduzir o número de vítimas", afirma o deputado Hugo Leal, autor da Lei Seca e presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro.

O estudo Retrato da Segurança Viária mostra ainda que, nos 12 anos analisados pelo estudo, os acidentes com motos dispararam e o número de vítimas fatais, que representavam 19% do total em 2003, passaram a ser a principal causa de morte no trânsito, com 37% do total de vítimas fatais. Enquanto isso, o número de feridos entre motociclistas quase quadruplicou: de 31.073 para 119.846. "É claro que houve um aumento acelerado no número de motos nas ruas, mas o índice de mortalidade em algumas regiões é assustador", destacou o parlamentar.

A análise por região revela que no Nordeste e Norte, os usuários de moto representam o grupo predominante entre as vítimas. No Nordeste, foram 6.849 vítimas fatais de acidentes com moto (51% do total), mais que o dobro das 3.223 vítimas de acidentes com carro (24%). Em 2003, as motos representavam 25% das mortes no trânsito na região Nordeste. Desde então, a frota de motos nos estados nordestinos saltou de 1,2 milhão para 6,2 milhões, um aumento de 414%.  "No Sudeste e no Sul, onde os motociclistas são mais organizados, há uma maior preocupação com a segurança. É importante que os motociclistas tenham papel ativo nas ações de segurança no trânsito", afirmou o deputado Hugo Leal, ele mesmo parceiro de iniciativas com a Federação de Motoclubes do Rio e outras entidades.

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